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segunda-feira, 13 de setembro de 2010

Paralisação pela educação

 
"Os poderosos podem destruir uma, duas, até três rosas, mas jamais poderão deter a primavera."
CHE GUEVARA

   Na última terça-feira (06) a fim de cumprir com o objetivo dessa frase, cerca de 150 pessoas envolvendo alunos e professores da Escola Técnica Estadual Conselheiro Antonio Prado marcharam pelas principais avenidas da cidade de Campinas totalizando aproximadamente 8km sob uma chuva incessante.
    O manifesto era em apoio a luta dos professores por melhores condições de trabalho, aumento salarial e reivindicação à perda de vínculo das ETEC's com a Unesp (Universidade Estadual de São Paulo).
    Durante a semana várias atividades foram desenvolvidas com os alunos, juntamente com a gestão do Grêmio 2010, Até Quando?, com o objetivo principal de colocar a situação vivida pelos professores em um patamar de igualdade com os estudantes. À portas fechadas, ocorreu uma reunião do corpo docente da escola com alguns alunos votados como representantes, para que dessa maneira, todos pudessem entender as reivindicações do sindicato e poderiam assumir uma posição perante a possível greve. Dentro da sala, foi votado o apoio ou não à greve dos professores do Centro Paula Souza organizada pelo sindicato. Uma maioria considerável dos docentes vetou a possibilidade de adesão, no entanto apoiaram a paralisação de um dia, que aconteceria entre todas as etec's vinculadas ao Centro Paula Souza.
    Através de debates, os estudantes poderiam expor sua opinião de forma saudável sobre os últimos acontecimentos, discutir de maneira politizada e democrática as questões que afetam o setor educacional e até mesmo gerar polêmicas sobre o descaso do governo com a educação pública.
    O atual governador do estado de São Paulo, José Serra, aumentou o número das escolas técnicas no estado, para o fornecimento de mão-de-obra qualificada e barata para que pudesse suprir as carências do mercado, além de ampliar o número de vagas nas escolas. Porém, não assumiu a responsablidade de manter a implantação dessas mudanças; sabemos que a verba destinada à área da educação é muito baixa com relação aos outros setores (25%) e por esse motivo as escolas sobrevivem com falta de livros e materiais de pesquisa, infra-estrutura ultrapassada e uma precária doação semestral dos alunos que não cobre os gastos totais da instituição de ensino.
    Como previsto no estatuto da criança e do adolescente, é direito frequentar uma escola pública próximo à  residência, mas hoje o que encontramos é uma enorme discrepância entre as escolas estaduais e municipais, as quais possuem salas abarrotadas de alunos sem condições de suprir as necessidades de todos eles.
    A educação é gratuita, é um direito, não deve ser vendida e muito menos comprada. O que encontramos no cenário educacional é roubo, fraude, corrupção entre as corporações de ensino, competição barata por vagas em concursos públicos, tráfico de informação livre a qual todos deveriam ter acesso e não uma minoria elitizada que enche os bolsos dos ladrões do plenário.
    É muito simples culpar a população por jogar pérolas aos porcos ou entregar um país nas mãos de desavisados, e acima de tudo manter-se neutro e incompatível com a realidade na qual estamos inseridos. Acovardar-se em um momento que todos deveria ser fortes é o maior sinal de conformismo e egocentrismo já descoberto. Segundo Sun Tzu, um estudioso das estratégias ulilizadas em grandes guerras, a superioridade numérica do exército não influencia diretamente na batalha, o que interfere é o conhecimento de si mesmo, do inimigo e colocar os soldados diante da morte certa, eles definitivamente não recuarão diante a batalha, pois a sua motivação está entre viver ou morrer.
    Lutaremos por uma vida digna, uma educação e saúde pública de qualidade até o dia em que não sejamos chamados de problema social gerado de maneira intrinseca por nós mesmos.
    Encerro com uma declaração:

"No dia 06 de março de 2010, em meio a uma multidão em polvoroza, dotada de esperança que tentava atacar a fraqueza de quem dedeveria ser seu aliado, porém lastimávelmente tornou-se um inimigo voraz, EU ESTAVA LÁ, abraçando uma causa que não era de forma alguma egoísta ou encabeçada por uma mente brilhante, éramos simplesmente guiados pelo espírito de liberdade revolucionária enraizada na transformação completa do status cuo ao qual a maioria está habituada. Me desculpe os muitos, mas sou a minoria !"
LUDIMILA N. BASSAN
 Ludimila do nascimento Bassan
(O Olho que tudo vê)

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"Posso não concordar com nenhuma das palavras que você disser, mas defenderei até a morte o direito de você dizê-las".
(Voltaire)