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segunda-feira, 13 de setembro de 2010

Meu Juízo



Em meio a solidão em que me encontro
me faço juíza de mim mesma
absolvo quem um dia me feriu
findando por condenar-me

Colocando-me como um réu
Eu própria me julgo
Condeno-me por ser frágil
Frágil e fraca a ponto
de não destinguir o sim e o não

Enclausurada estou
através de uma grade
posso ver o nascer do sol após se pôr
a luz que sorrateiramente invade o quarto
é um ligeiro sinal de esperança

Cada escolha uma consequência
cada consequência uma ação
cada ação um argumento
cada argumento um fato
cada fato um alguém
cada alguém uma lágrima
E em cada lágrima há sempre uma história
como aquela que vivemos

Escrevo, após a última palavra
de um livro que li:
IMPORTÂNCIA
Palavra esta da qual não faço mais parte.

Ludimila do Nascimento Bassan
(O Olho que tudo vê)

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"Posso não concordar com nenhuma das palavras que você disser, mas defenderei até a morte o direito de você dizê-las".
(Voltaire)