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terça-feira, 26 de abril de 2011

A um velho futuro


Se possível não mencionarei o meu passado
Nada do que fui antes de hoje será válido
A ninguém interessa o que fiz ou deixei por fazer
Apenas me veja como algo ainda inacabado
Que ninguém será capaz de compreender

Logo, peço mil desculpas pela indelicadeza
Meus dizeres não aprenderam a mascarar a sinceridade
Não sou capaz de fazer da minha mentira tua verdade
Se o doce das falsas palavras carrega tudo que há na beleza
Ai de tudo o que sou, ai de tudo o que dou
Ai da dor da lágrima da tristeza

Se me desejas pelo que um dia fui
serás tolo, insano, imaturo
Se me quer somente pelo que sei
Dirão que teu nome parece algo fútil
Se me chamas pela beleza
Me veja como uma borboleta
Que existe durante 24 horas
E até mesmo antes disso a vida leva embora

Mas se me amar pelo que SOU
Se me desejar pelo que DOU
Se a dor não me quiser
se me tornar tua mulher
Se nosso Deus abençoar
Se o mar testemunhar
Se a lua iluminar
Se a fogueira nos aquecer
Se o violão comemorar
E a felicidade nos escolher
Só me restará agradecer
Pelo ontem me afastar
O amanhã nos eternizar
e o amor de hoje nos escolher

Ludimila do Nascimento Bassan