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segunda-feira, 13 de setembro de 2010

O machismo exala a Chanel

   
    No próximo dia 8 de março, datado como o dia Internacional da Mulher, várias esposas receberão buquês de flores, abraços e homenagens de seus respectivos maridos, pura e simplesmente pelo fato de fazerem parte do gênero feminino. No entanto, simultaneamente, é esquecido o real motivo dessa data ter sido instituídano calendário, banalizando assim, o embasamento político-social que deu início aos movimentos feministas.
    Isso pode ser constatado utilizando um simples controle remoto; na tela da televisão veremos mulheres que se destacaram profissionalmente, cargos em ascensão e conquistas obtidas por elas através dos anos. Todavia, ocultam a realidade mundial das mulheres submetidas a uma sociedade patriarcal e submissas a condutas morais pré-concebidas. Partindo desse princípio, as instituições jornalísticas foram esmagadas e comprimidas aos interesses políticos e econômicos das grandes corporações de mídia, vendendo seus ideais e a essência informativa em troca de uma opressão camuflada.
    O abuso de poder e a coersão provém de um contexto histórico decorrente do acúmulo de opressões sofridas, pregando a lei da selva, na qual o mais forte prevalece. Independentemente de quem fôr o mais fraco, pois nessas situações os interesses relacionados a status e poder econômico superam qualquer vestígio de humanidade ainda existente.
    Geralmente, assuntos como o feminismo ou até mesmo a luta de classes (opressores X oprimidos) não são debatidos na maioria das escolas, tanto na rede pública como privada. Parecem assuntos utópicos e incabíveis para os jovens, devido a preconceitos, falta de informação ou estímulo. Os professores foram programados para produzirem robôs que por sua vez, são programados pelos primeiros a obedecer ordens e tornarem-se mais um oprimido nesse marasmo cibernético.
    A partir do momento em que somos matriculados na escola, constantemente nos bombardeiam com idéias pré moldadas acerca do vestibular. Passamos 11 anos da nossa vida sendo preparados para esse momento e se por algum motivo não nos selecionam porque não atingimos as expectativas, frustrantemente nos taxam de imaturos e sem futuro.
    São esses mesmos ideais pré -moldados que traçam o estereótipo social de cada segmento. Quem nunca assistiu a um comercial de cerveja por exemplo? Temos na tela da tv a mulher objeto que se vende por um copo de cerveja. Olhe para o lado, talvez você esteja vendo uma dona de casa que não tem o seu trabalho reconhecido pelo ministério do trabalho como atividade remunerada, ou uma mulher com dupla jornada de trabalho que sustenta uma família sozinha.
    Esse é um fato que prevalece em muitas famílias ultimamente. Se olhássemos há  décadas atrás não estarímos vendo nem mesmo a possibilidade disso acontecer. E infelizmente, essa ainda é uma realidade vivida por uma grande parcela da população feminina no mundo todo.
    Em especial, as mulheres haitianas que são submetidas a relações sexuais em troca de alimento. Essa não é uma realidade tão distante. Esses atos são cometidos por milícias organizadas pelas tropas do exército que utilizam a falsa nomenclatura de MISSÃO DE PAZ.  Desde quando a paz se conquista com fuzis ou como pode-se reerguer um país em detrimento de situações humilhantes como a violência contra a mulher? Muitos podem pensar que isso acontece em outro país e que a população brasileira não tem nada a ver com isso. Infeliz seja esse pensamento egoísta que tapa os olhos dos pensadores! Se o próprio exército brasileiro enviado para o Haiti comete tais ações fora do território, sendo que foram encarregados a outra tarefa que nada tem a ver com estupro de mulheres e adolescentes, que autoridade temos nós, cidadãos do Brasil, que colocamos os governantes em seus lugares que hoje são ocupados e que oferecem mais destruição à quem necessita de ajuda?

HIPÓCRITAS SOMOS!

Ludimila do Nascimento Bassan
(o olho quetudo vê)

Ps: Escrevo após um dia exaustivo, enclausurada em uma sala, na qual renegados são aqueles que fazem do conformismo, FILOSOFIA DE VIDA!

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"Posso não concordar com nenhuma das palavras que você disser, mas defenderei até a morte o direito de você dizê-las".
(Voltaire)