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segunda-feira, 13 de setembro de 2010

O desafio de se conviver com a diferença

    
    Uma das maiores necessidades do ser humano é a de conhecer a si mesmo, exaltando suas qualidades e percebendo que na realidade os defeitos não existem, mas sim diversos pontos de vista analisados por perspectivas culturais distintas. No entanto, torna-se uma grande dificuldade aceitar-se devido ao espelho social que reflete diariamente nas expectativas da sociedade perante um padrão comportamental e estético.
    Partindo desse princípio, é natural projetarmos essas expectativas adquiridas sobre os ombrs das pessoas, e quando as mesmas não correspondem aos resultados esperados, frustrantemente são excluídas até o momento em que se adequem ao sistema existente e predominante.
    A padronização dos meios produtivos e a constante tecnologia nele aplicado, difundiram-se pelo ramo industrial e competitivo, porém não se fixaram somente a ele. Suas consequências afetaram a sociedade mundial, de forma a exigir o máximo de totalidade dos indivíduos. Objetivando o aumento produtivo, excluíram a existência de um ser humano por detrás de cada operário, sendo eles substituíveis a qualquer momento, mesmo intimamente considerados diferentes.
    Sendo assim, não seria coincidência o que encontramos nessa "modernidade social", a qual ainda possui referências imutáveis. Sociedade essa, baseada em falsas aparências , instituindo um valor quase nulo à essência e cultura proveniente de cada ser humano. Poderíamos dizer que a competência está diretamente relacionada ao caráter, embora este não seja valorizado na atualidade.
    Para que possamos conviver em uma sociedade harmoniosa, observa-se a necessidade de um auto-conhecimento imprescindível para que dessa maneira o espelho social reflita uma imagem que de fato é existente e não imposta por um sistema padronizador. E nesse caso, dividir o espaço com outros indivíduos, torna-se uma facilidade corriqueira, já que ao olharmos no espelho sempre enxergaremos um semelhante.


Ludimila do Nascmento Bassan
(O olho que tudo vê)

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"Posso não concordar com nenhuma das palavras que você disser, mas defenderei até a morte o direito de você dizê-las".
(Voltaire)