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quarta-feira, 29 de setembro de 2010

Todos se vão um dia

"É preciso a saudade para eu sentir
como sinto - em mim - a presença misteriosa da vida...
Mas quando surges és tão outra e múltipla e imprevista
que nunca te pareces com o teu retrato...
E eu tenho de fechar meus olhos para ver-te.
Mario Quintana

   Às vezes me pego pensando como as coisas de fato ocorrem: nascemos, crescemos, conhecemos pessoas, criamos laços de afinidades e sentimentos e um dia elas se vão independentemente da maneira, elas se vão porque tem que ir. De certa forma, em algumas situações há a possibilidade de fazermos algo para impedir essa partida e quando não somos capazes de concluir nosso feito, nos sentimos fracos, frágeis e impotentes.
    Uma vez me disseram que o que conquistamos com facilidade se vai da mesma maneira que veio. Mas analisando a afirmação percebi que não seria essa uma verdade universal uma vez que as pessoas se vão porque tem que ir. Então são recolhidos alguns papéis de cartas, fotos e objetos para que após a sua ida seja possível reconstruir o rosto, os gestos, a maneira de falar e os carinhos de quem já se foi. Científicamente foi comprovado que o cérebro humano funciona como uma espécie de banco de dados que separaria os arquivos mais acessados dos menos acessados para liberar espaço na memória. Esse é um dos motivos que nos fazem colecionar fotos e mais fotos.
     Porém, se as pessoas retornarem, e mesmo distantes durante tanto tempo conseguirem manter os laços e não esquecerem-se, acredite, elas não se vão porque já terão encontrado o caminho de casa.
    Eu sei que um dia me vou, deixando saudades, angústias, algumas alegrias, medo, INCERTEZAS, se acaso voltarei? Não sei ao certo, vou buscar meu sonho, é isso, exatamente o que os sonhadores fazem não? "Meu sonho está dentro do ser humano", sendo assim ele permanece em mim INTACTO, independente do lugar em que eu estiver ele estará comigo e eu sempre encontrarei o meu caminho de volta.

Ludimila do Nascimento Bassan

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"Posso não concordar com nenhuma das palavras que você disser, mas defenderei até a morte o direito de você dizê-las".
(Voltaire)