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quarta-feira, 29 de setembro de 2010

Cativa-me


"Que planeta engraçado!(...). É todo seco, pontudo e salgado. E os homens não têm imaginação(...) No meu planeta eu tinha uma flor e era sempre ela que falava primeiro."

O Pequeno Príncipe - Antoine de Saint-Exupéry

    Sendo o Pequeno Príncipe dono de seu infinito particular, fora concedido a ele autoridade sobre seu território e tudo o que nele se encontrava. O princepezinho era adepto à liberdade, odiava a sensação de estar preso e muito menos de ter que prender alguém. Cansado de andar sempre em linha reta, decidiu arriscar nas curvas, é claro que são elas que mudam o sentido e a direção de onde pretendemos ir, colocando dessa forma um ponto final no metodismo consagrado.
    Ele cultivou uma rosa, a qual estaria exposta a todos os perigos enquanto ele permanecesse fora, porém quando estavam juntos, o Pequeno Príncipe parava para escutá-la, apesar de ser apenas mais uma rosa em meio a tantas outras como ela espalhadas pelo mundo. Para ele sua rosa era singular, tanto na essência como existência. Ela fazia parte de uma sociedade composta por um carneiro em uma caixa, um pequeno vulcão inativo, um príncipe curioso e uma rosa. A flor era parte do sistema, portanto teria voz ativa a qualquer momento para um bem coletivo e democrático. Além disso todos os indivíduos completavam-se em uma ajuda mútua de diversas maneiras para que o pequeno asteróide funcionasse em perfeita harmonia.
    A rosa sofria com a ausência do príncipe, bem como o menino se enchia de preocupações com a rosa sozinha e exposta ao perigo, ambos possuiam a necessidade de proteger uns aos outros.
    O Pequeno príncipe não estabelecia regras e muito menos imposições aos habitantes de seu território. Todos os indivíduos contribuiam para o bom funcionamento das atividades do local habitado. Ninguém sentia-se explorado porque conheciam-se tão bem a ponto de realizar as tarefas pelo amor que sentiam uns pelos outros, fazendo de seu trabalho algo prazeroso e estimulante, o pagamento recebido por seus esforços era um sorriso na face do seu próximo.


Há situações em que se faz necessário SILENCIAR e sentir...


Ps: "vós não sois absolutamente iguais à minha rosa, vós não sois nada ainda. Ninguém ainda vos cativou, nem cativastes a ninguém . Sois como era a minha raposa. Era uma raposa igual a 100 000 outras. Mas eu fiz dela um amigo. Ela é agora única no mundo!"

POR FAVOR CATIVA-ME

Ludimila do Nascimento Bassan

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"Posso não concordar com nenhuma das palavras que você disser, mas defenderei até a morte o direito de você dizê-las".
(Voltaire)