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segunda-feira, 13 de setembro de 2010

Sem nexo!

"Quanto mais me aproximo da morte, mais percebo que eu quero viver!"



    Começo essa postagem diária, sem tema, sem um fundamento, sem embasamento, SEM NADA. Relacionado ao inexistente me coloco a mercê do momento, sentimentos que vem e disparam o coração da gente e mesmo assim, me torno incapaz de descrevê-lo ou nomeá-lo. Parece fácil falar que o tempo passou e que não há mais sentido em tentar resgatar algo que nunca foi, de fato, nosso. Tenho , pulsando em mim VIDA, mas ainda assim, penso que minha tendência é caminhar para a morte, sem chance alguma de retroceder. Se realmente não tivermos outra chance de recuperar o tempo perdido, seremos somente mais um que passa mais da metade da vida dormindo e quando se aproxima do fim de sua existência percebe que o que ele mais queria era VIVER!

Ludimila do Nascimento Bassan
(O Olho que tudo vê)

O machismo exala a Chanel

   
    No próximo dia 8 de março, datado como o dia Internacional da Mulher, várias esposas receberão buquês de flores, abraços e homenagens de seus respectivos maridos, pura e simplesmente pelo fato de fazerem parte do gênero feminino. No entanto, simultaneamente, é esquecido o real motivo dessa data ter sido instituídano calendário, banalizando assim, o embasamento político-social que deu início aos movimentos feministas.
    Isso pode ser constatado utilizando um simples controle remoto; na tela da televisão veremos mulheres que se destacaram profissionalmente, cargos em ascensão e conquistas obtidas por elas através dos anos. Todavia, ocultam a realidade mundial das mulheres submetidas a uma sociedade patriarcal e submissas a condutas morais pré-concebidas. Partindo desse princípio, as instituições jornalísticas foram esmagadas e comprimidas aos interesses políticos e econômicos das grandes corporações de mídia, vendendo seus ideais e a essência informativa em troca de uma opressão camuflada.
    O abuso de poder e a coersão provém de um contexto histórico decorrente do acúmulo de opressões sofridas, pregando a lei da selva, na qual o mais forte prevalece. Independentemente de quem fôr o mais fraco, pois nessas situações os interesses relacionados a status e poder econômico superam qualquer vestígio de humanidade ainda existente.
    Geralmente, assuntos como o feminismo ou até mesmo a luta de classes (opressores X oprimidos) não são debatidos na maioria das escolas, tanto na rede pública como privada. Parecem assuntos utópicos e incabíveis para os jovens, devido a preconceitos, falta de informação ou estímulo. Os professores foram programados para produzirem robôs que por sua vez, são programados pelos primeiros a obedecer ordens e tornarem-se mais um oprimido nesse marasmo cibernético.
    A partir do momento em que somos matriculados na escola, constantemente nos bombardeiam com idéias pré moldadas acerca do vestibular. Passamos 11 anos da nossa vida sendo preparados para esse momento e se por algum motivo não nos selecionam porque não atingimos as expectativas, frustrantemente nos taxam de imaturos e sem futuro.
    São esses mesmos ideais pré -moldados que traçam o estereótipo social de cada segmento. Quem nunca assistiu a um comercial de cerveja por exemplo? Temos na tela da tv a mulher objeto que se vende por um copo de cerveja. Olhe para o lado, talvez você esteja vendo uma dona de casa que não tem o seu trabalho reconhecido pelo ministério do trabalho como atividade remunerada, ou uma mulher com dupla jornada de trabalho que sustenta uma família sozinha.
    Esse é um fato que prevalece em muitas famílias ultimamente. Se olhássemos há  décadas atrás não estarímos vendo nem mesmo a possibilidade disso acontecer. E infelizmente, essa ainda é uma realidade vivida por uma grande parcela da população feminina no mundo todo.
    Em especial, as mulheres haitianas que são submetidas a relações sexuais em troca de alimento. Essa não é uma realidade tão distante. Esses atos são cometidos por milícias organizadas pelas tropas do exército que utilizam a falsa nomenclatura de MISSÃO DE PAZ.  Desde quando a paz se conquista com fuzis ou como pode-se reerguer um país em detrimento de situações humilhantes como a violência contra a mulher? Muitos podem pensar que isso acontece em outro país e que a população brasileira não tem nada a ver com isso. Infeliz seja esse pensamento egoísta que tapa os olhos dos pensadores! Se o próprio exército brasileiro enviado para o Haiti comete tais ações fora do território, sendo que foram encarregados a outra tarefa que nada tem a ver com estupro de mulheres e adolescentes, que autoridade temos nós, cidadãos do Brasil, que colocamos os governantes em seus lugares que hoje são ocupados e que oferecem mais destruição à quem necessita de ajuda?

HIPÓCRITAS SOMOS!

Ludimila do Nascimento Bassan
(o olho quetudo vê)

Ps: Escrevo após um dia exaustivo, enclausurada em uma sala, na qual renegados são aqueles que fazem do conformismo, FILOSOFIA DE VIDA!

Meu Juízo



Em meio a solidão em que me encontro
me faço juíza de mim mesma
absolvo quem um dia me feriu
findando por condenar-me

Colocando-me como um réu
Eu própria me julgo
Condeno-me por ser frágil
Frágil e fraca a ponto
de não destinguir o sim e o não

Enclausurada estou
através de uma grade
posso ver o nascer do sol após se pôr
a luz que sorrateiramente invade o quarto
é um ligeiro sinal de esperança

Cada escolha uma consequência
cada consequência uma ação
cada ação um argumento
cada argumento um fato
cada fato um alguém
cada alguém uma lágrima
E em cada lágrima há sempre uma história
como aquela que vivemos

Escrevo, após a última palavra
de um livro que li:
IMPORTÂNCIA
Palavra esta da qual não faço mais parte.

Ludimila do Nascimento Bassan
(O Olho que tudo vê)