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segunda-feira, 13 de setembro de 2010

Mesmice



"Em nossos dias o homem consegue dar a volta ao mundo, afastar a morte para bem longe, determinar o peso das estrelas, extrair óleos das entranhas da terra, fazer uma galinha pôr 365 ovos por ano, amestrar cães, ensinando-lhes a fumar cachimbo, bem como aos leões a jogar bola. Mostre-lhe no entanto5 pães e 2 peixes para vender, e 5 adultos passando fome, e 2 crianças sem dinheiro, e ele logo irá convocar uma conferência, criar comitês e subcomitês, fazer eleições e exclamar em tom de lamento : Meu Deus, essa crise nos deixa inteiramente atados! Empreende uma série de inutilidades para depois se recolher. Os 5 adultos e as 2 crianças continuam a passar fome; os 5 pães e os 2 peixes permanecem intactos"

(Senhor Mamoulian
Ainda resta uma esperança - Johannes Marius Simmel)

    Essa manhã, durante a aula de PTC (Projetos Técnico Científicos), abri o armário da sala e vi esse livro, lembro que o nome do autor foi o que mais me chamou a atenção, pois já havia lido outro livro dele. Nele, é contada a história de um homem que lutou na Segunda Guerra Mundial, vivendo em meio a crise econômica do pós-guerra. Durante esse período, ele perdeu sua famíla e sua casa, era um homem sozinho no mundo, desesperançado se afunda em um mundo de bebida e decide morrer, no entanto, no decorrer da história ele conhece várias pessoas que perderam tudo na vida e se encontravam na mesma situação que ele; porém não desejam a morte e preferem enfrentar os seus problemas a realidade de maneira sútil e alegre, o convencendo a VIVER mais um pouco a cada dia mais.

"Quanto mais me aproximo da morte, mais percebo que eu quero viver"

Ludimila do Nascimento Bassan
(O Olho que tudo vê)

Palavra dita de tão longe



"Mas que tens? Não me reconheces?
De mim afastas teu rosto?
Pois tanto pode o desgosto
Transformar o rosto meu?
Sei a aflição quanto pode,
sei quanto ela desfigura,
e eu não vivi na ventura...
Olha-me bem, que sou eu!"
Ainda assim - ADEUS - Golçalves Dias

"Por mim, e por vós, e por mais aquilo
que está onde as outras coisas nunca estão,
deixo o mar bravo e o céu tranquilo:
QUERO SOLIDÃO.

Meu caminho é sem marcos nem paisagens.
E como o conheces? - me perguntarão.
- Por não ter palavras, por não ter imagens,
Nenhum inimigo e nenhum irmão.

Que procuras? TUDO. Que desejas? - NADA.
Viajo sozinha com o meu coração.
Não ando perdida, mas desencontrada.
Levo o meu rumo na minha mão.

A memória voou da minha fronte.
Voou meu amor, minha imaginação...
Talvez eu morra antes do horizonte.
Memória, amor e o resto onde estarão?

Deixo aqui meu corpo,entre o sol e a terra.
(Beijo-te, corpo meu, todo desilusão"
Estandarte triste de uma estranha guerra...)
QUERO SOLIDÃO!!"
Despedida - Cecília Meireles

    Através dos poetas, a ti me desponho. Não falarei por mim, pois eles já disseram antes que eu o pudesse. Silenciei-me ao máximo, guardei segredos tomando sempre o cuidado de não me aproximar muito e durante esses últimos dias, mantive-me à espreita a esperar pelo tempo.
     Se souberes como me explicar o critério selecionador do coração, serei eternamente grata. Preciso me defender, me vacinar... ESTOU À BEIRA DE UM COLAPSO.
    Ao optar por permanecer só, não me isento de qualquer possível culpa, muito pelo contrário, visto mais uma vez a roupagem do egoísmo que pretende guardar os sentimentos, não quero magoar mais ninguém! Deixe-me sonhar nesse mundo abstrato, ao qual me faço dona...
    Para quê insistir tanto em algo que não pretende tornar realidade? Por que seria a ilusão chave mestra para a porta da dor?
    Não mais me iludirei e nem a você!
   
   "Deixo as pessoas livres, as pessoas e as coisas, se um dia elas voltarem é porque de fato pertencem a mim e eu me sujeito a elas, porém se ao contrário for, nunca as possui e muito menos elas a mim!"

Ludimila do Nascimento Bassan
(O Olho que tudo vê)

Visão Jurídica do Sistema de Cotas


Curso Técnico em Administração pela ETEC Bento Quirino, hoje tivemos aula de "Direito" . Em sala de aula, nos foi encarregado a resolução de um exercício, no qual deveríamos argumentar se o sistema de cotas universitário estava de acordo ou não com o Artigo 5º do Código Civil, através de um ponto de vista jurídico:

"Todos são iguais perante a lei sem distinção de qualquer natureza, garantindo-se aos brasileiros e aos estrangeiros residentes nos país a inviolabilidade do direito à vida, à igualdade, à segurança e propriedade".

R: O sistema de cotas das universidades não fere o princípio da isonomia que garante igualdade entre os iguais e desigualdade entre os desiguais. Partindo do princípio de que todos são iguais perante a lei, a utilização das cotas universitárias denotaria uma suposta incapacidade das minorias étnicas. Pessoalmente acredito que o desenvolvimento desse sistema teve como base antecedentes históricos, tais como o tratamento que os negros e índios tiveram em nosso território, reduzindo drásticamente a população dessas etnias em nosso país. Essa seria somente mais uma das tentativas de inseri-los em nossa sociedade, como fator de compensação em relação aos antecedentes. Porém, devemos reconhecer que os negros, pardos e índios são minorias étnicas se comparadas à maioria existente no território brasileiro e por isso utilizam-se da isonomia tratando com desigualdade os desiguais. Desiguais sim, perante a quantidade relativa à maioria predominante, e ainda assim iguais, pois todos são considerados iguais perante a lei.

Ludimila do Nascimento Bassan
(O Olho que tudo vê)